sábado, 24 de setembro de 2011

Implantação de Banco Comunitário entra em nova fase

Reunião marca início do diagnóstico social, econômico e ambiental da comunidade 



Sensibilizar e explicar como funcionará o Banco Comunitário, que deve ser implantado no Bairro Nova Mirim. Esse foi o objetivo da reunião ocorrida sexta-feira (23), entre a Secretaria de Relações de Emprego e Trabalho (Seret), Banco do Brasil e os dirigentes das entidades Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de Aparecida e Associação de Moradores de Vila Mirim. O próximo passo será a realização de um diagnóstico que mapeará a situação social, econômica e ambiental da comunidade.
Durante a reunião, o responsável pelo setor de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil na Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Ribeira, Francisco Miorim, explicou em detalhes como funcionará o Banco Comunitário e quais os benefícios da implantação do projeto no Bairro Nova Mirim. “Queremos solidificar a economia local, fazendo com que o dinheiro que antes saía do bairro passe a circular dentro da comunidade”.
De acordo com Miorim, o próximo passo será o preenchimento de um questionário por parte dos comerciantes, para que se tenha em mãos a situação de como se encontra a comunidade. “Passamos essa responsabilidade para as presidentes das duas associações de bairro. Com esses dados levantados, mostraremos o projeto para o grupo de gestores para ai sim definirmos a continuidade do projeto”, salientou.
“Chegamos a um dos últimos degraus para solidificar e colocar em prática em definitivo o Banco Comunitário”, enalteceu o Secretário de Relações de Emprego e Trabalho (Seret), Getúlio de Matos. “Conseguimos unir e colocar para discutir as duas partes necessárias para que dê os resultados esperados”.
O secretário comentou ainda que, para fazer o projeto, a Prefeitura contatou a Universidade Paulista (USP), através do Núcleo de Apoio às Atividades de Extensão em Economia Solidária (NESOL). “Tudo é muito pioneiro dentro da nossa secretaria e conseguir sair do zero e chegar ao ponto em que nos encontramos atualmente mostra que estamos no caminho certo”, ressaltou Matos.
Comunidade - Presente na reunião, a presidente do Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de Aparecida, Antônia Francisca de Andrade, está esperançosa com a colocação em prática do projeto. “Há alguns anos atrás eu conheci como funcionava o Banco Comunitário e na época me empolguei com a iniciativa. Agora, a Prefeitura vem a nossa procura e propõe a realização do mesmo. Isso é a realização de um sonho e espero que dê certo”, disse.
Anfitriã da reunião do evento, a presidente da Associação de Moradores de Vila Mirim, Maria Naziazena Souza Guerra de Oliveira, vê no projeto a oportunidade de alavancar o comércio do Bairro Nova Mirim. “Nossa comunidade precisa de um estímulo para crescer. Infelizmente temos famílias carentes que passam necessidades e, com o dinheiro circulando dentro do nosso bairro, elas também podem ser beneficiadas”, enfatizou.
Esperança – Com a implantação do Banco Comunitário será criada uma moeda social nomeada como Esperança. O “novo” dinheiro terá como objetivo movimentar a economia do Bairro Nova Mirim. Para adquiri-lo, moradores e comerciantes poderão procurar a agência que ficará dentro do Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de Aparecida e Associação de Moradores de Vila Mirim.
A Esperança terá valor equivalente ao Real, ou seja, uma Esperança igual a um Real. Ao utilizar esse dinheiro, o comprador terá descontos pagando mais barato do que se tivesse usado a moeda nacional, chegando a ser 20% a menos. Só aceitarão o dinheiro, os comércios que atenderem a todos os requisitos para participar do projeto.


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