Reunião marca início do diagnóstico social, econômico e
ambiental da comunidade
Sensibilizar e explicar como
funcionará o Banco Comunitário, que deve ser implantado no Bairro Nova Mirim.
Esse foi o objetivo da reunião ocorrida sexta-feira (23), entre a Secretaria de
Relações de Emprego e Trabalho (Seret), Banco do Brasil e os dirigentes das
entidades Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de Aparecida e
Associação de Moradores de Vila Mirim. O próximo passo será a realização de um
diagnóstico que mapeará a situação social, econômica e ambiental da comunidade.
Durante a reunião, o responsável pelo
setor de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil na
Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Ribeira, Francisco Miorim, explicou em
detalhes como funcionará o Banco Comunitário e quais os benefícios da
implantação do projeto no Bairro Nova Mirim. “Queremos solidificar a economia
local, fazendo com que o dinheiro que antes saía do bairro passe a circular
dentro da comunidade”.
De acordo com Miorim, o próximo passo
será o preenchimento de um questionário por parte dos comerciantes, para que se
tenha em mãos a situação de como se encontra a comunidade. “Passamos essa
responsabilidade para as presidentes das duas associações de bairro. Com esses
dados levantados, mostraremos o projeto para o grupo de gestores para ai sim
definirmos a continuidade do projeto”, salientou.
“Chegamos a um dos últimos degraus
para solidificar e colocar em prática em definitivo o Banco Comunitário”,
enalteceu o Secretário de Relações de Emprego e Trabalho (Seret), Getúlio de
Matos. “Conseguimos unir e colocar para discutir as duas partes necessárias para
que dê os resultados esperados”.
O secretário comentou ainda que, para
fazer o projeto, a Prefeitura contatou a Universidade Paulista (USP), através do
Núcleo de Apoio às Atividades de Extensão em Economia Solidária (NESOL). “Tudo é
muito pioneiro dentro da nossa secretaria e conseguir sair do zero e chegar ao
ponto em que nos encontramos atualmente mostra que estamos no caminho certo”,
ressaltou Matos.
Comunidade - Presente na
reunião, a presidente do Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de
Aparecida, Antônia Francisca de Andrade, está esperançosa com a colocação em
prática do projeto. “Há alguns anos atrás eu conheci como funcionava o Banco
Comunitário e na época me empolguei com a iniciativa. Agora, a Prefeitura vem a
nossa procura e propõe a realização do mesmo. Isso é a realização de um sonho e
espero que dê certo”, disse.
Anfitriã da reunião do evento, a
presidente da Associação de Moradores de Vila Mirim, Maria Naziazena Souza
Guerra de Oliveira, vê no projeto a oportunidade de alavancar o comércio do
Bairro Nova Mirim. “Nossa comunidade precisa de um estímulo para crescer.
Infelizmente temos famílias carentes que passam necessidades e, com o dinheiro
circulando dentro do nosso bairro, elas também podem ser beneficiadas”,
enfatizou.
Esperança – Com a implantação do Banco
Comunitário será criada uma moeda social nomeada como Esperança. O “novo”
dinheiro terá como objetivo movimentar a economia do Bairro Nova Mirim. Para
adquiri-lo, moradores e comerciantes poderão procurar a agência que ficará
dentro do Centro Comunitário de Vila Mirim e Nossa Senhora de Aparecida e
Associação de Moradores de Vila Mirim.
A Esperança terá valor equivalente ao
Real, ou seja, uma Esperança igual a um Real. Ao utilizar esse dinheiro, o
comprador terá descontos pagando mais barato do que se tivesse usado a moeda
nacional, chegando a ser 20% a menos. Só aceitarão o dinheiro, os comércios que
atenderem a todos os requisitos para participar do projeto.
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