Evento será realizado no auditório Jornalista Roberto
Marinho, Bairro Mirim
A Secretaria de Educação
(Seduc), por meio da Divisão de Educação Especial, realiza sexta-feira (23), das
13 às 18 horas, Seminário sobre a Síndrome de Willians. O evento será realizado
no auditório Jornalista Roberto Marinho (Rua José Borges Neto, nº 50, Vila
Mirim) e contará com palestrantes renomados na área. A iniciativa tem o apoio da
Associação Brasileira da Síndrome de Williams (ABSW) e da Coordenadoria de Ação
e Cidadania de Praia Grande.
Aberto a todos os interessados, o seminário recebeu
inscrições de educadores e profissionais da saúde de toda a Baixada Santista,
além de estudantes da área e familiares de portadores dessa síndrome. “O
objetivo é levar conhecimento sobre esse tema às pessoas para que possam
contribuir no processo de inclusão, não só escolar mas também social, das
pessoas portadoras da Síndrome de Willians”, destacou o chefe da Seção de
Educação Inclusiva, Anguair Gomes.
O seminário
contará com as seguintes palestras:
- O que é Sindrome de Willians
– será ministrada pela geneticista clínica Adriana Buhrer Alves do Nascimento,
que também é diretora técnico-científica da Associação Brasileira da Síndrome de
Williams (ABSW).
-
Inclusão das Pessoas com SW – será discorrida pela professora Tânia Cristina Peres Bazzani, assessora
pedagógica que trabalha com capacitação de professores, acompanhamento
pedagógico, adaptação curricular, reforço de alunos etc. Também é voluntária no
grupo de educação da ABSW.
- O
trabalho social dentro da estrutura da ABSW – será proferida pela assistente
social Ester Vargem, que trabalha na Comissão
Municipal de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo. É
especialista em Saúde Pública com aprimoramento em Deficiências.
-
Convivendo com a Síndrome de Willians – Será ministrada pela Presidente da ABSW,
Jô Nunes, que é mãe de uma pessoa com SW e
membro do Conselho Estadual de Assuntos para Pessoa com Deficiência.
Mais
informações pelo telefone 3496-2379 ou 3496-2350.
Síndrome de Willians – É
uma rara desordem genética frequentemente não diagnosticada. Não é transmitida
geneticamente, nem tem causas ambientais, médicas ou influência de fatores
psicossocias. Tem impacto sobre diversas áreas do desenvolvimento, incluindo a
cognitiva, comportamental e motora. Estima-se que 1 em cada 20.000 crianças
nasçam com SW. Foi descrita pela primeira vez em 1960 pelo médico neozelandes
J.C.P. Williams, quando verificou que um grupo de pacientes pediátricos possuíam
sintomas parecidos, problemas cardiovasculares, rostos com características
semelhantes, atraso mental moderado, dificuldade para ler, escrever e efetuar
operações matemáticas. Alguns possuiam extraordinário talento musical com alta
noção de ritmo. Afeta tanto homens como mulheres. Podem ocorrer em qualquer
lugar do mundo e em qualquer grupo étnico.
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