Com adesão ao programa,
trabalhadores informais têm vantagens como aposentadoria e licença
Trabalhadores informais
podem formalizar sua atividade aderindo ao programa Empreendedor Individual
(EI), antigo Micro Empreendedor Individual (MEI), do Governo Federal. A
Secretaria de Relações de Emprego e Trabalho (Seret) de Praia Grande está
intensificando a divulgação do serviço e suas vantagens, orientando os
profissionais e realizando o cadastro. Entre as vantagens para quem se torna um
empreendedor individual está a cobertura previdenciária, contratação de um
funcionário com menor custo, isenção de taxas para o registro da empresa,
redução de carga tributária, entre outros.
“Temos verificado que
muitas pessoas não estão formalizadas, fazem parte do mercado, estão ativas, e
não usufruem de alguns benefícios, como por exemplo, o Banco do Povo que até
tem uma linha de crédito para pessoa física, mas para jurídica o valor pode ser
maior. Então decidimos fazer um trabalho para divulgar para os empreendedores e
micro empreendedores as vantagens do EI, designamos uma equipe para orientar e
esclarecer e fazer o cadastro dos interessados”, explica.
Segundo Matos, o foco é
todo empreendedor, mas inicialmente a ação da Seret está voltada para
cabeleireiros, revendedores de cosméticos, em especial na área carente da
cidade e galerias compostas por boxes. “O foco são os micro empreendedores, mas
vamos agir nesses dois segmentos que estão crescendo muito. Indicadores mostram
que a área de cosmético cresceu muito nos últimos anos e por uma característica
especifica da Cidade essa questão dos boxes também é destaque. Se analisarmos
essa situação é como se as pessoas tivessem saindo do nada e montando seu
pequeno negócio, vivendo dele, criando filhos, crescendo e alavancando a
economia do País”.
O secretário destaca ainda
que com a adesão ao EI, além de ter o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica),
o empreendedor poderá contratar um funcionário, e ter direitos previdenciários,
como aposentaria e licença maternidade “O EI já é bom porque tira a pessoa da
informalidade. Quando o profissional tem o CNPJ, tem como se fosse um endereço,
uma identidade empresarial. Além disso, a pessoa quando está na informalidade,
se sofre um acidente pára de trabalhar, não ganha nada; se é gestante, quando
ganha o bebê não tem licença maternidade. Com o EI ele recebe, por exemplo,
auxilio do INSS, contribuindo a partir de R$ 27,25 e máximo de R$ 33,25
mensais, que vale como contribuição para aposentadoria”.
Matos cita também as
vantagens de se adquirir crédito no Banco do Povo Paulista. “Como pessoa física
o limite de empréstimo é de R$ 3 mil, já para jurídica é de R$ 5 mil com prazo
de pagamento maior”.
EI – Empreendedor
Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como
pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar
no máximo até R$ 36.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como
sócio ou titular e ter um empregado contratado, que receba o salário mínimo ou
o piso da categoria.
A Lei Complementar nº 128,
de 19/12/2008 criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como
informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado.
Entre as vantagens oferecidas
por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ),
o que facilitará a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a
emissão de notas fiscais.
Além disso, o Empreendedor
Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos
federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Pagará apenas o valor
fixo mensal de R$ 28,25 (comércio ou indústria) ou R$ 33,25 (prestação de
serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas
quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
A Seret fica na Avenida
Ministro Marcos Freire, 6.650, Bairro Quietude, próximo ao PS Quietude,
telefone 3471-1224. Mais informações também podem ser obtidas no Portal do
Empreendedor: www.portaldoempreendedor.gov.br.
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