Iniciativa visa ampliar campanha para
evitar infecções em serviços de saúde
O Hospital Municipal Irmã Dulce acaba de
aderir ao projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras”, promovido pela Secretaria
de Estado da Saúde por meio da Divisão de Infecção Hospital/Centro de Vigilância
Epidemiológica (CVE). O objetivo é a melhoria da higienização das mãos,
considerada a medida de maior impacto e comprovada eficácia na prevenção de
infecções relacionadas à assistência em saúde, uma vez que impede a transmissão
cruzada de microorganismos.
O gerente de Enfermagem do Complexo de
Saúde Irmã Dulce (formado pelo hospital e pelo Pronto-socorro Central,
gerenciados pela Fundação do ABC), Adilson Teixeira, explica que o projeto é
importante para enfatizar técnicas corretas de higienização das mãos, já
transmitidas em palestras regulares aos profissionais de saúde pelo Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), ajudando a consolidar o hábito. “Vale
lembrar que estudos apontam uma relação entre a maior adesão às práticas de
higienização das mãos e a redução de infecções em serviços de saúde. É uma ação
simples e muito eficaz”, destaca.
Responsável pelo SCIH no Irmã Dulce, a
enfermeira Luize Fábrega Juskevicius explica que a adesão ao projeto consiste em
desenvolver ações que favoreçam a implantação da Estratégia Multimodal de
Melhoria da Higienização das Mãos, proposta pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), dentro da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. Para tanto foi
preciso escolher uma unidade do hospital como modelo. “Escolhemos a UTI Adulto
para implantar o projeto. Depois, ampliaremos para todo o hospital”, explica
Luize.
Infraestrutura – Até dezembro, prazo
para a implantação do projeto no hospital, a UTI Adulto terá de cumprir as metas
propostas na adequação do espaço físico, treinamento e educação, avaliação e
retorno, lembretes no local de trabalho e clima de segurança institucional.
Ao oferecer a infraestrutura adequada, é
preciso disponibilizar não apenas pias com água, sabão e papel em locais
estratégicos, mas também o álcool-gel à beira-leito ou nos pontos de
assistência. “O projeto também quer desmistificar que o álcool-gel não funciona.
Ele é mais rápido e muito eficaz, mas o profissional deve saber quando usar o
álcool e quando lavar as mãos com água e sabão”, diz Luize.
Ela cita que enquanto a lavagem das mãos
exige 60 segundos no mínimo, a higienização com o álcool-gel leva 20 segundos no
máximo - uma diferença considerável para quem precisa repetir o procedimento
toda vez que colocar e retirar as luvas; quando houver contato com o paciente ou
áreas próximas a ele; antes e depois de procedimento e após a exposição a
fluídos corpóreos.
O uso do álcool-gel não elimina a lavagem
das mãos, que deve ser feita toda vez que estão oleosas ou visivelmente sujas.
Vale lembrar que no Centro Cirúrgico a equipe segue uma higienização ainda mais
rigorosa, com produtos diferenciados.
A aplicação de um questionário de percepção
e conhecimento aos profissionais que dão assistência ao paciente será outra
ação. “Vamos verificar os déficits e moldar a capacitação em cima disso. Depois
avalio novamente”, complementa a enfermeira. O consumo de álcool-gel será
registrado e mensurado pelo SCIH, que checará a quantidade gasta por dia. As
informações colhidas no desenrolar do processo serão enviadas para o Estado.
Conscientização - No Hospital Municipal Irmã Dulce, não só
profissionais são conscientizados a higienizar as mãos como as demais pessoas
que estão nas unidades como acompanhantes e voluntários. Além dos postos de
enfermagem e outros locais de atuação da equipe, os corredores das alas possuem
pias com água, sabão, papel e um cartaz que orienta a forma certa de lavar as
mãos. A capacitação oferecida pela equipe de suporte técnico aos voluntários que
atuam nas alas inclui aula sobre o tema, com demonstração prática.
O SCIH também promove campanhas especiais,
como a da lavagem das mãos, em maio. Neste ano, o serviço usou tinta verde para
demonstrar aos profissionais como bactérias e outros microorganismos permanecem
nas mãos quando a lavagem não é bem feita.
Seja com água e sabão, preparação alcoólica
e antisséptico degermante, a limpeza das mãos deve ser minuciosa. Antes é
preciso retirar acessórios, como anéis, pulseiras e relógio. Ao ensaboar as mãos
e friccioná-las entre si, deve-se dar atenção às palmas, dorsos, punhos, áreas
internas, entre os dedos e unhas (curtas), repetindo os movimentos. A secagem
deve ser feita com papel toalha descartável, também usado para fechar a
torneira. Com álcool a 70%, deve-se deixar secar espontaneamente.
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